segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mandato Edmilson - De frente para o futuro


Após 16 anos longe da Assembléia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), o deputado Edmilson Rodrigues (PSol) volta ao órgão como o deputado estadual mais votado do Pará e preocupado em fazer com que o Poder Legislativo seja de fato exercido. Nessas primeiras semanas de atuação, o parlamentar diz ter observado um clima de acomodação. “Tenho percebido que ela (Alepa) está cada vez mais subserviente às ordens do Executivo e menos disposta a exercer o seu papel de fiscalizadora e propositora de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Estado”, avalia.

Edmilson Rodrigues relembra que, em seus dois mandatos anteriores como deputado estadual (à época pelo PT), ele e Valdir Ganzer (PT) eram os únicos parlamentares de oposição ao governo, mas conseguiam criar um clima importante de debate no plenário. Atualmente, PSol e PT, formalmente, são os dois partidos de oposição ao atual governo. No entanto, a bancada do segundo ressalta que fará uma “oposição responsável e construtiva”. Para Edmilson o povo paraense precisa de um partido como o Psol, que se declara como oposição popular e de esquerda ao governo Simão Jatene. “Fazer oposição responsável é colocar o dedo nas feridas, denunciar erros e corrigir distorções, além, é claro, de fazer proposições de políticas públicas que melhorem a vida do povo”, destacou Edmilson.

Uma questão de coerência

Já nos primeiros dias de mandato, Edmilson já demarcou sua posição de questionador e de zelo com a coisa pública. Foi o único parlamentar a se posicionar contrário ao aumento do salário dos deputados estaduais, que saltou de R$ 12 mil para R$ 20 mil. “Fiz questão de deixar claro que não estava fazendo proselitismo e nem discurso demagógico. O que defendi é que se suspendesse a votação por 24 horas para que se apresentasse um projeto alternativo, que fizesse, sim, uma recomposição salarial, com base nas perdas salariais com a inflação nos últimos quatro anos em que não houve reajuste salarial”, explicou Edmilson.

Na ocasião, em seu discurso, Edmilson destacou que tal reajuste, da forma com que foi aprovado, posteriormente, poderia comprometer a imagem do legislativo. Segundo ele, os parlamentos precisam dar bons exemplos e resgatar a sua credibilidade junto à sociedade. “O Senado, com a reeleição do Sarney, perdeu a chance de resgatar a credibilidade junto à população. E é preciso que se leve também em conta esse aspecto na hora de votar”, exemplificou. Para ele, o mesmo ocorreu depois, quando o congresso aprovou reajuste de 62%, além de mais de 130% para Presidente e mais de 140% aos ministros.

No parlamento, a voz dos movimentos sociais

Já nesses primeiros dias de mandato, ele propôs que entrasse na pauta de discussões da Alepa, um debate sobre o papel estratégico do Banpará, que precisa ser um fomentador de geração de emprego e renda para a população mais pobre. Edmilson defende que, à exemplo do Banco do Povo (criado em seu governo como prefeito de Belém), o Banpará financie projetos para pequenos e micro-empresários, o que poderá reduzir em muito o déficit de empregos do Estado, que hoje soma cerca de 400 mil desempregados. “Se o Banpará concentrar suas ações nesse sentido, poderá em um espaço de um ano gerar cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos”, acredita. O tema será levado à sessão especial, em data ainda a ser definida pela casa.

Outro tema proposto por ele que também será levado à sessão especial é a situação dos concursados do Governo do Estado, que até hoje não foram nomeados e empossados. Segundo dados colhidos pelo parlamentar junto à Associação dos Concursados, mais de cinco mil pessoas aprovadas em concurso público estadual e que não foram chamados. Algumas dessas já estão com o concurso próximo do vencimento da data de validade. “O Banpará poderá também atuar nesse caso, desenvolvendo ações voltadas para os temporários, estimulando a formação de cooperativas, associações, gerando renda e emprego para eles”, disse o deputado, que defende também o desenvolvimento de políticas voltadas para os temporários que forem demitidos.


Fonte: Assessoria de Imprensa – Gabinete Deputado Edmilson Rodrigues (PSOL)

Um comentário:

  1. maiza da silva amaral3 de março de 2011 12:46

    boa noite !

    Chamo-me Maiza da Silva Amaral tenho 33anos, moradora do bairro do guamá exatamente riacho doce. Onde ele muito fez por nos quando prefeito de nossa cidade. Venho acompanhando seus passos desde que tive a oportunidade de conhecê-lo mesmo sem ele se quer saber que eu existia o admiro com pessoa, suas palavras sempre me passaram confiança e sempre tive orgulho de ter o apoiado em toda sua trajetória sorrir e chorei por ele. hoje tenho orgulho de saber que temos uma pessoa que realmente representará o povo paraense desejo que esse mandato seja muito abençoado

    ResponderExcluir