
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Em cima da hora - Caso Alepa: Juvenil e mais oito têm os bens bloqueados

Edmilson luta pelo remanejamento de famílias do pólo industrial de Barcarena
O remanejamento e a indenização de mais de 10 mil famílias de comunidades existentes no pólo industrial do município de Barcarena, no Nordeste Paraense, foi assunto da audiência que o deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) teve com o secretário estadual de Governo, Sidney Rosa, na manhã desta terça-feira, 31, no Centro Integrado de Governo (CIG), em Belém. Edmilson destacou que as comunidades estão afetadas pela poluição das indústrias. O secretário informou que o governo do Estado está fazendo um levantamento da situação no local com a participação da Prefeitura.
A expectativa do secretário é que, no próximo mês de fevereiro, seja concluído um plano de desenvolvimento para o município, que já está em andamento e vai prever a instalação de novos empreendimentos. Rosa garantiu que o plano será discutido com a comunidade numa audiência pública que deverá ser marcada para o mesmo mês.
O secretário pediu a participação do deputado Edmilson no diálogo com a comunidade. “Há interesses econômicos em jogo e o governo do Estado entrou como intermediador, o que é positivo. As famílias não querem continuar vivendo na poluição e as empresas querem se instalar lá (onde estão as comunidades)”, observou Edmilson.
Já existe um projeto das residências e prédios que serão construídas para atender as famílias a serem remanejadas e um terreno para a construção dos imóveis está sendo buscado com a participação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Também participaram da audiência, Petronilo Progênio Alves e Orlandina Margareth Tavares Ribeiro, membros do grupo de trabalho das comunidades afetadas. ”O que está lá não é bom e não pode ficar pior”, reconheceu Rosa.
Petronilo calcula que entre 10 e 15 mil famílias residem em pelo menos 12 comunidades existentes no pólo industrial de Barcarena, entre zonas rural e urbana. Entre as comunidades atingidas estão: Cuiruperé, Acuí, Maricá, São João, Pramajor Peteca, Arienga Rio, Santa Rosa, São Sebastião, Canaã, Dom Manuel, além da Vila do Conde, no centro urbano de Barcarena, e o Bairro Industrial.
Assessoria de Imprensa
Belém, 400 anos - Bem-vindos aos anos 70

Fonte: Blog Haroldo Baleixe
Na mira da mídia 1 - Polícia investiga dano ao patrimônio histórico
Fonte: TV Liberal/Bom Dia Pará (31/01/2012)
Viramundo - 'Comandante Lola': causas do conflito na Guatemala seguem intactas
Alba Estela Maldonado, a lendária “Comandante Lola”, busca um lugar sombreado e afastado, e se senta. Em suas mãos, curtidas pela vida, há várias cópias do livro Entre-Vistas, obra publicada recentemente pela Fundação Guillermo Toriello e pelo Centro “Rolando Morán”, pseudônimo de guerra do dirigente e comandante guerrilheiro guatemalteco Ricardo Ramírez de León, morto em 1998.
Fala com voz firme e pausada, abrindo e fechando o livro que reúne conversas, artigos e entrevistas feitas por Ricardo Ramírez durante o longo processo de negociação de paz na Guatemala (1986-1996). Alba Estela percorre suas páginas e fotos, transmitindo em cada palavra a importância do conteúdo e a grandeza de preservar a memória histórica de um povo inteiro.
“Aqui há a visão e a essência do surgimento da URNG (Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca) no contexto do diálogo com o governo, que conduziu a assinatura do acordo de paz na Guatemala. Com nossas propostas pretendíamos democratizar o país em um sentido global, incluindo os aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais”, afirmou Alba Estela ao Opera Mundi.
A lendária ex-dirigente guerrilheira guatemalteca faz um balanço 15 após a assinatura dos Acordos de Paz
Aspirações e convicções que adquirem hoje um significado muito particular para o povo guatemalteco, que comemora 15 anos da assinatura dos Acordos de Paz que puseram fim a 36 anos (1960-1996) do conflito armado interno que assolou o país centro-americano. A ex-dirigente guerrilheira de cabelos negros viveu na própria pele o genocídio de seu povo e assegura que manter viva a memória “é uma ferramenta fundamental para as novas gerações e o futuro do país”.
No começo da década de 1960, Alba Estela apoiou atividades de resistência e guerrilha urbana, e começou a fazer parte de várias organizações juvenis comprometidas com a luta de libertação, o que a obrigou a prontamente entrar na clandestinidade.
Mais, aqui.
Pensamento Crítico - Guilherme Boulos e Valdir Martins - Quem ganhou com o massacre do Pinheirinho?
O Pinheirinho está em uma região de expansão imobiliária, sob um forte assédio das construtoras e incorporadoras de São José dos Campos
Em setembro, as manchetes dos jornais de São José dos Campos estampavam a notícia de um acordo para regularizar o bairro do Pinheirinho. Após sete anos, as 1.600 famílias dessa comunidade teriam a sua situação de moradia resolvida.
Quatro meses depois, a Polícia Militar de São Paulo iniciou uma operação de guerra que terminou com o despejo da comunidade, dezenas de presos e feridos e cinco desaparecidos até o momento.
A ordem partiu da juíza de São José, Marcia Loureiro, que se revelou uma combatente incansável pelos interesses do proprietário. Se houvesse um prêmio Naji Nahas, certamente seria ela a ganhadora deste ano. Contou com a aprovação irrestrita do presidente do TJ, o desembargador Ivo Sartori.
Ambos pertencem a um tribunal assolado por denúncias de super-salários e sonegação fiscal por parte de vários de seus desembargadores. Que moral têm eles para definir o destino de famílias trabalhadoras?
Encontraram, porém, aliados de primeira hora no governador e no prefeito de São José, ambos do PSDB e com uma lista de financiadores de campanha recheada de empreiteiras e especuladores imobiliários.
O que uniu todos eles foi a prestação de um valioso serviço ao capital imobiliário. A ocupação representava uma verdadeira pedra no sapato dos "empreendedores" imobiliários de São José dos Campos.
Ela está localizada em uma região de expansão imobiliária, onde ainda restam muitas áreas vazias, sob um forte assédio de construtoras e incorporadoras. Por isso, o despejo do Pinheirinho era uma reivindicação antiga do capital imobiliário da região. Além de liberar a área da ocupação, ela também valorizaria os bairros vizinhos.
Alckmin, o prefeito Cury e os honoráveis magistrados do TJ não poderiam negar um pedido tão importante de amigos tão valiosos. A presidenta Dilma, que também teve a sua campanha eleitoral fartamente financiada por construtoras, poderia ter desapropriado o terreno, mas não fez isso. As cartas estavam marcadas.
Os editoriais de grandes jornais se apressaram em condenar os "invasores" e em atribuir o conflito a interesses de partidos radicais, que teriam contaminado os pobres moradores. É preciso recordar que a imensa maioria das periferias urbanas brasileiras, pela ausência de políticas públicas, resultou de processos de ocupação. Pretendem despejar dezenas de milhões de famílias que vivem em áreas ocupadas?
Além disso, não é demais lembrar que a ideia de "maus elementos radicais manipulando uma massa ingênua" foi o argumento preferido da ditadura militar para desqualificar os movimentos de resistência. Parte da tese conservadora de que o povo brasileiro é naturalmente pacato e resignado, só se movendo por influência externa.
A síntese dos disparates proferidos sobre a operação foi dada pela secretária de Justiça de Alckmin, Eloísa Arruda, para quem a legalidade está acima dos direitos humanos.
É triste constatar que o que ocorreu no Pinheirinho não foi um fato isolado. Trata-se de expressão de uma política conduzida pela especulação imobiliária e por seus amigos no Estado, que coloca a valorização das terras e os lucros com os empreendimentos acima da vida humana. Este processo, aliás, tem se tornado cada vez mais cruel, com as obras da Copa 2014. Infelizmente, outros Pinheirinhos virão.
GUILHERME BOULOS, 29, é membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem-Teto), militante da Frente de Resistência Urbana e da CSP Conlutas
VALDIR MARTINS, o Marrom, 54, líder da comunidade do Pinheirinho (Movimento Urbano Sem-Teto), é militante da Frente de Resistência Urbana e da CSP Conlutas
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Ética na Política - Edmilson cobra explicações sobre nova fraude na Alepa

O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) exige explicações do presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Manoel Pioneiro (PSDB), diante de novas denúncias de fraudes em licitações naquele Poder. No último final de semana, a primeira-secretária da Mesa Diretora da Alepa, deputada Simone Morgado (PMDB), revelou fraudes no Pregão 7.059/2011 para a compra de material de expediente e na Carta Convite 73/2011 para a aquisição de produtos oftalmológicos. Edmilson exige a rápida apuração do caso e, se confirmado o novo escândalo, reivindica a punição de todos os responsáveis.
O psolista, assim como outros deputados, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público do Estado, recebeu, no último final de semana, um relatório detalhando as irregularidades, como a apresentação de certidões falsas nos certames, empresas vencedoras com endereços falsos e excesso de produtos nas compras licitadas, no valor total de cerca de 3 milhões. Porém, as despesas não foram pagas porque Morgado não assinou os cheques. Outras seis licitações com suspeita de irregularidades estariam sendo analisadas pela peemedebista. O MPE já abriu investigação do caso.
"Quando eclodiu o escândalo da Alepa, no início do ano passado, a prioridade máxima que tive como deputado foi defender a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Somente uma autoinvestigação daria um basta à sangria. Apesar da CPI não ter sido instalada, porque obteve 11 das 14 assinaturas necessárias, acreditei que a investigação criminal e administrativa iniciada no Ministério Público do Estado em grande medida ajudaria a resolver o problema", avaliou Edmilson. O psolista foi o autor do requerimento que deu origem às investigações no MPE e também na Polícia Civil.
"Quando, em agosto, o presidente (Pioneiro) anunciou o superávit de R$ 40 milhões, demonstrando que as fraudes na Alepa haviam sido bastante perversas com o erário na última década e calculei que essa economia iria dobrar até o final do ano. Mas me surpreendi com essa denúncia que parte da mesa diretora. É inadimissível que esse fato fique sem explicações. Espero que o presidente Manoel Pioneiro se manifeste sobre isso e que os culpados sejam afastados sem prejuízo de outras punições. Se as denúncias forem comprovadas, apesar da ação da Polícia e do Ministério Público e dos processos já ajuizados, é sinal que o sentimento de impunidade das pessoas envolvidas é assustador", admirou-se.
Assessoria de Imprensa
Belém, 400 anos - Bem-vindos a 1898








Pensamento Crítico - Milton Temer - O Globo e sua "guerra" contra Cuba
Na mira da mídia 2 - Polícia prende 400 em protesto de ativistas do "Ocupe Oakland"

domingo, 29 de janeiro de 2012
Mandato em Movimento - Edmilson participa de ato público em memória das vítimas da queda do Real Class






Na mira da mídia 1 - Novas denúncias de fraudes na Alepa ganham destaque na imprensa


Caiu na rede/Facebook - Sociedade se mobiliza para salvar Palacete Vitor Maria da Silva

Do Facebook/Edmilson Rodrigues
Maré de Resistência - Convocada marcha global contra o capitalismo e em defesa da justiça social e ambiental

sábado, 28 de janeiro de 2012
Em defesa da vida - Ato Público lembrará o primeiro ano do desabamento do Real Class
Fonte: JL-2/TV Liberal (28/01/2012)
Chacina de Unaí, 8 anos de impunidade - Movimentos sociais protestam no dia dedicado à luta contra o trabalho escravo
Por Bianca Pyl
No dia 28 de janeiro o crime conhecido como "Chacina de Unaí" completa oito anos sem que nenhum dos nove réus tenha sido julgado pelo assassinato dos três auditores fiscais do Trabalho - Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva - e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, todos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).![]() |
Em fevereiro de 2004, após o assassinato de três fiscais do MTE e de um motorista, auditores realizaram ato público em Unaí (MG) exigindo mais segurança (Foto: Sinait) |
Rosângela Rassy, a presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e Edmundo Dias, procurador da República em Minas Gerais, reuniram-se nesta quinta-feira (26) com a Juíza Federal Substituta da 9ª Vara Federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima, responsável pelo caso, para saber o porquê de o acusado Rogério Alan Rocha Rios ainda não ter sido julgado. Em maio do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça determinou que o réu fosse julgado, mas isso ainda não aconteceu.
De acordo com a presidenta do Sinait a juíza disse que está aguardando o envio dos autos processuais originais para marcar o julgamento. A juíza afirmou, de acordo com Rosângela, que precisa ter os autos originais para ter segurança jurídica. "Ela disse que todas as providências que antecedem o Júri já estão sendo tomadas", explica.
Em novembro do ano passado, a juíza Raquel mandou ofício pedindo ao Supremo Tribunal Federal (STF) que enviasse os autos originais do processo. Os autos estão no STF por conta de um novo recurso apresentado por Hugo Alves Pimenta, em dezembro de 2011. "Ontem o STF respondeu dizendo que o ministro Ricardo Lewandowski deve apreciar em breve o recurso para remeter os autos à 9ª Vara Federal", conta Rosângela.
Cinco réus tiveram seus processos desmembrados, ano passado, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e já podem ser julgados: Erinaldo de Vasconcelos Silva, Francisco Elder Pinheiro, José Alberto de Castro, Rogério Alan Rocha Rios e Willian Gomes de Miranda. Destes, apenas José Alberto encontra-se em liberdade. Os outros estão presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Assim como Hugo Alves Pimenta, os réus Antério Mânica e Norberto Mânica, estão em liberdade. Antério, que foi eleito prefeito de Unaí, somente será julgado depois da conclusão do julgamento de todos os outros, e em foro especial.
O uso de incessantes recursos adia o julgamento dos acusados. "Desde o início a defesa dos acusados entra, incessantemente, com recursos protelatórios, até hoje todos negados em diversas instâncias", disse. Em entrevista à Repórter Brasil, Antério disse que "aguardava ansioso pelo julgamento".
Confira abaixo a linha do tempo feita pela Repórter Brasil com todas as informações sobre o caso em ordem cronológica (deslize as datas com o cursor do mouse ou clique nas caixas para ver a relação em uma janela ampliada)Cenas da escravidão - Brasil, sob o peso da chibata
Dom Vicente Zico, 85 anos - No coração do povo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Na mira da mídia 1 - Ação pede R$ 2,3 mi de volta

Fonte: O Liberal (27/01/2012)
Sinal de alerta - Já há mais refugiados ambientais que refugiados de guerra

Humanos Direitos - Juristas e entidades comprometidos com a democracia denunciam caso Pinheirinho à OEA

Manifesto pela denúncia do caso Pinheirinho à Comissão Interamericana de Direitos Humanos
No dia 22 de janeiro de 2012, às 5,30hs. da manhã, a Polícia Militar de São Paulo iniciou o cumprimento de ordem judicial para desocupação do Pinheirinho, bairro situado em São José dos Campos e habitado por cerca de seis mil pessoas.
A operação interrompeu bruscamente negociações que se desenrolavam envolvendo as partes judiciais, parlamentares, governo do Estado de São Paulo e governo federal.
O governo do Estado autorizou a operação de forma violenta e sem tomar qualquer providência para cumprir o seu dever constitucional de zelar pela integridade da população, inclusive crianças, idosos e doentes.
O desabrigo e as condições em que se encontram neste momento as pessoas atingidas são atos de desumanidade e grave violação dos direitos humanos.
A conduta das autoridades estaduais contrariou princípios básicos, consagrados pela Constituição e por inúmeros instrumentos internacionais de defesa dos direitos humanos, ao determinar a prevalência de um alegado direito patrimonial sobre as garantias de bem-estar e de sobrevivência digna de seis mil pessoas.
Verificam-se, de plano, ofensas ao artigo 5º, nos. 1 e 2, da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José), que estabelecem que toda pessoa tem direito a que se respeite sua integridade física, psíquica e moral, e que ninguém deve ser submetido a tratos cruéis, desumanos ou degradantes.
Ainda que se admitisse a legitimidade da ordem executada pela Polícia Militar, o governo do Estado não poderia omitir-se diante da obrigação ética e constitucional de tomar, antecipadamente, medidas para que a população atingida tivesse preservado seu direito humano à moradia, garantia básica e pressuposto de outras garantias, como trabalho, educação e saúde.
Há uma escalada de violência estatal em São Paulo que deve ser detida. Estudantes, dependentes químicos e agora uma população de seis mil pessoas já sentiram o peso de um Estado que se torna mais e mais um aparato repressivo voltado para esmagar qualquer conduta que não se enquadre nos limites estreitos, desumanos e mesquinhos daquilo que as autoridades estaduais pensam ser “lei e ordem”.
Leia a íntegra do Manifesto
Fonte: Viomundo