domingo, 11 de novembro de 2012
Maré de resistência | Pare a ameaça ao centro histórico!
A direção da Câmara Municipal de Belém fará nova tentativa de votar o projeto de lei do vereador Gervásio Morgado (PR), que tenta liberar o limite de construções em todo o bairro do Souza até o Entroncamento da capital. A proposta que causou a movimentação de entidades da sociedade civil organizada será o primeiro item da pauta de amanhã, mas a oposição promete reação para barrar a matéria ou utilizar a estratégia de esvaziar o quorum, a fim de evitar a aprovação do PL Morgado, como já denominam o projeto. Os manifestantes contrários ao projeto também se articulam para lotar as galerias populares da CMB para pressionar os vereadores favoráveis e apoiar os parlamentares contrários.
Para muitos urbanistas da capital, a especulação imobiliária e a ganância de alguns têm apoiado projetos de lei como do vereador Gervásio Morgado.
(Diário do Pará)
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
No Pará mais de 94% dos homicídios são cometidos por motivos fúteis
No Pará mais de 94% dos homicídios são cometidos por motivos fúteis, principalmente por ódio ou vingança. De acordo com dados da Coordenação de Estatística da Secretaria de Estado de Segurança Pública, dos 1.785 homicídios com identificação de causas prováveis analisados este ano, 1.563 foram cometidos por motivos banais, em um momento em que o criminoso agiu por impulso, na hora da raiva, do ódio ou da vingança. Para tentar amenizar estes números, o Conselho Nacional do Ministério Público lançou ontem em Brasília a campanha “Conte até 10. Paz. Essa É a Atitude”.
O Conselho fez um estudo a partir de dados sobre homicídios remetidos ao Ministério Público por 15 estados e pelo Distrito Federal. Foram incluídos na categoria “impulso e motivo fútil”, homicídios relacionados a casos de briga, ciúme, conflito entre vizinhos, desavença, discussão, violência doméstica e desentendimentos no trânsito. Considerando apenas estas causas, o Pará tem 52,7% dos homicídios cometidos dentro deste padrão.
(Diário do Pará)
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Royalties: estados brigam por migalhas enquanto banquete é servido aos rentistas
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2565/2011, em sua versão do Senado, que prevê a redistribuição dos recursos (“royalties”) do petróleo, atualmente destinados principalmente para municípios e estados produtores (tais como o Rio de Janeiro e Espírito Santo). Pela proposta aprovada, estes últimos perdem grande parte destes recursos, que serão destinados principalmente aos entes federados não-produtores.
A reportagem é do Movimento Auditoria Cidadã da Dívida, 07-11-2012.
Tomando-se como base a arrecadação de royalties prevista para o ano de 2012, e deixando-se de lado a parcela de 1/3 destes royalties que o projeto destina para a União, estão em disputa cerca de R$ 18 bilhões anuais, valor este 40 vezes inferior ao gasto com a dívida pública no ano passado. Ou seja: enquanto estados e municípios brigam entre si pelas migalhas, o banquete é servido aos rentistas da dívida pública.
Interessante observar que grande parte dos royalties pertencentes à União tem sido destinada ao pagamento da dívida pública, contrariando a legislação que obriga a destinação destes recursos para áreas sociais como meio-ambiente e ciência e tecnologia. Tal procedimento já foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas da União.
Foi derrubada a proposta de destinação de parte dos royalties para a Educação. Caso fosse aprovada, seriam obtidos cerca de R$ 13 bilhões anuais para esta área social (cerca de 0,3% do PIB), o que ainda seria insuficiente para se aumentar de 5% para 10% do PIB os recursos desta área social. Leia mais [AQUI]
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Edmilson critica votação de projetos que deputados desconhecem
Mais cinco projetos de lei criando cargos comissionados e gratificações no Ministério Público do Estado do Pará (MPE), Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e Tribunal de Justiça do Estado (TJE) entraram na pauta de votação do plenário da Assembleia Legislativa do Pará sem o conhecimento prévio dos deputados, na sessão desta quarta-feira, 7. “Eu me abstive na votação porque não posso ser a favor ou contra um projeto que não tive a oportunidade de analisar porque que entrou na pauta de repente”, justificou o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL).
O regimento interno da Casa prevê que a pauta seja publicada com 24 horas de antecedência para o conhecimento prévio dos deputados. Outros deputados também criticaram a votação açodada, imposta pela mesa diretora. “Não é aceitável que votemos projetos que vão impactar as finanças do Estado e a vida das pessoas, sem conhecer o teor deles”, apontou Edmilson. Foram aprovados, por maioria de votos, os PLCs 83/12, 121/12, 122/12, 8/12 e 6/12 em primeiro e segundo turnos e também em redação final.
No dia anterior, o plenário aprovou, também por maioria de votos, a criação de cargos comissionados no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que já havia gerado protestos, que foram engrossados por Edmilson Rodrigues.
Edmilson questiona ausência de UTI Pediátrica no PSM da 14
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) está questionando formalmente a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), por meio de requerimento, sobre a ausência de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica no Hospital de Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, da Travessa 14 de Março. O caso foi denunciado na matéria do jornal O Liberal, publicada na edição da última terça-feira, 6, sobre a morte de um menino de 11 anos que estava internado na unidade. O requerimento foi protocolado nesta quarta-feira, 7.
Paulo de Jesus Batista dos Santos , de 11 anos, era portador de paralisia cerebral e faleceu na madrugada da segunda-feira, 5, após dez dias internado por conta de pneumonia. A família disse à reportagem que aguardava a liberação de leito na UTI da Santa Casa de Misericórdia para a transferência do paciente. Ainda segundo a família, a criança ficou dois dias sem receber a medicação para conter a doença.
No requerimento, Edmilson também cobra mais informações sobre o atendimento prestado a Paulo de Jesus. O documento ainda será votado pelos demais deputados. O teor do requerimento será levado ao conhecimento do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA).
Moção parabeniza Chikaoka
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) apresentou moção de congratulações ao fotógrafo Miguel Chikaoka, que recebeu a comenda “Ordem do Mérito Cultural”, que foi entregue na última terça-feira, 6, pela presidente Dilma Rousseff e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, em solenidade no Palácio do Planalto.
Chikaoka é paulista e se estabeleceu em Belém nos anos 80, onde tornou-se destaque nacional na arte-educação ao fundar a Associação Fotoativa, que funciona em casarão da Prefeitura de Belém cedido quando Edmilson ainda era prefeito. O fotógrafo sedimentou um modelo distinto de ensino-aprendizagem entrado na reflexão crítica sobre a cultura e a sociedade ocidental, com destaque às experiências do foto-varal e a técnica artesanal de fotografia pinhole.
Chikaoka foi reconhecido em 2012 no Prêmio Brasil de Fotografia. O nome dele foi selecionado por uma comissão técnica da Ordem do Mérito Cultural, que apreciou 496 propostas à Ordem do Mérito Cultural, mas contemplou apenas 41. Ele recebeu a comenda no grau “Cavaleiro” ao lado da escritora Martha Medeiros e da atriz e apresentadora Regina Casé.
Ibama fecha sete madeireiras clandestinas em Rondon do Pará
O Ibama apreendeu cerca de seis mil m³ de madeira ilegal e embargou sete madeireiras clandestinas, em 35 dias de atuação da operação Soberania Nacional, em Rondon do Pará, no sudeste do estado. Os proprietários dos empreendimentos irregulares — flagrados operando sem licença ambiental a poucos quilômetros do centro do município — foram multados em R$ 5,1 milhões.
As madeireiras embargadas, segundo o Ibama, fomentavam o esquema de desmatamento na região. “Elas recebiam a madeira ilegal, retirada dos remanescentes de mata de Rondon, cujas florestas, ao final da exploração ilegal, acabariam derrubadas a corte raso”, explica o coordenador da operação, o analista ambiental Maurício Rocha de Almeida.
Nas ações de fiscalização, entre 25 de setembro e 30 de outubro, os agentes ambientais ainda identificaram quatro desmatamentos não autorizados no município, que destruíram 490 hectares de florestas em estágio avançado de regeneração. Os responsáveis foram autuados em R$ 3,2 milhões e tiveram as terras embargadas. “Os desmates ocorreram para ampliação de áreas para a agricultura ou silvicultura”, afirma Maurício.
A operação Soberania Nacional combate o desmatamento ilegal em três frentes no Pará. Na região de Ulianópolis (com atuação também em Rondon do Pará e Dom Eliseu) e São Felix do Xingu, no sudeste paraense; e na região de Novo Progresso (incluindo o sul de Itaituba e os distritos de Castelo dos Sonhos e Moraes de Almeida, em Altamira), no oeste do estado. Em todo o Pará, a operação já aplicou R$ 188 milhões em multas e embargou 28 mil hectares de áreas ilegalmente desmatadas, desde o início das ações em agosto.
Fonte: Ascom Ibama/PA
MPF/PA quer imediata paralisação do projeto que altera gabarito no centro histórico de Belém
O procurador regional da República José Augusto Torres Potiguar, responsável pela área de patrimônio cultural e histórico, abriu investigação e recomendou à Câmara parar o trâmite
O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) recomendou à Câmara de Vereadores de Belém a imediata paralisação do trâmite do projeto de lei que altera o gabarito no centro histórico da capital paraense, “por ofensa ao patrimônio histórico nacional”. O presidente da Câmara, Raimundo Castro, autor do projeto, tem 72 horas para se manifestar a respeito da recomendação. O prazo começa a contar hoje.
O procurador regional da República José Augusto Torres Potiguar, responsável pela recomendação, também abriu um inquérito para apurar a alteração no gabarito, após receber notícia da Procuradoria Federal do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de que o projeto em debate na Câmara de Belém afetaria estruturalmente o conjunto imobiliário tombado.
“O bairro da Cidade Velha, juntamente com o da Campina, integrantes do Centro Histórico de Belém, componentes do patrimônio cultural nacional, ficariam descaracterizados”, diz o procurador na recomendação, completando que “as autoridades municipais, estaduais e federais, dos três poderes da República, devem ser os exemplos da defesa desse patrimônio”.
O MPF ainda aguarda informações do Iphan para prosseguir com a investigação sobre o polêmico projeto da Câmara de Vereadores. O projeto chegou a ser aprovado no dia 24 de outubro, mas houve forte reação de cidadãos. Diante dos protestos, o presidente da Câmara anunciou a suspensão do projeto, mas isso terá que ser confirmado oficialmente para que o MPF considere sua recomendação acatada.
Fonte: MPF – Ministério Público Federal
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Edmilson cobra providências do Estado sobre crimes de pistolagem
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) cobrou “providências urgentes e enérgicas” do Sistema de Segurança Pública do Estado para coibir o esquema de pistolagem que está tomando conta da Região Metropolitana de Belém (RMB). Em moção apresentada na Assembleia Legislativa do Pará, nesta terça-feira, 6, Edmilson destacou a manchete do jornal Diário do Pará, do último domingo, 4, a qual revela a tabela de preços de vidas ceifadas por pistoleiros, que cobram entre R$ 100 e R$ 50 mil para executar as vítimas.
A reportagem de J. R. Avelar revela que os preços variam conforme o status social da vítima e a relação que o pistoleiro tiver com o mandante do crime. Normalmente o pano de fundo desses crimes é o tráfico de drogas. A vida de um dependente químico que deve a traficantes pode valer R$ 100. Os crimes ocorrem à luz do dia, em via pública e, normalmente, são classificadas pela polícia como “acerto de contas”. Os executores normalmente surgem em motocicletas e desaparecem sem serem identificados.
“Em Belém, a vida humana perdeu completamente o valor. Uma das dez cidades mais violentas do Brasil, a capital paraense convive com a matança de jovens todos os dias. Segundo a reportagem, de cada dez homicídios praticados na Região Metropolitana de Belém, sete envolvem os chamados ‘motoqueiros fantasmas’, que surgem do nada, matam suas vítimas e depois somem sem que se anotem placas ou se descreva suas fisionomias. O que a Secretaria Estadual de Segurança Pública está fazendo para frear essa matança?”, questionou Edmilson, na tribuna.
A moção será levada ao conhecimento do secretário de Segurança Pública do Estado, Luiz Fernandes Rocha, do Conselho Estadual de Segurança Pública, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH) e da Ordem dos Advogados do Brasil (Seção-Pará).
Deputados não foram consultados sobre redução da taxa da mineração
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) teceu críticas à redução da taxa de mineração a ser cobrada da Vale, que implicará na perda de R$ 500 milhões da receita estadual este ano. Durante a sessão da Assembleia Legislativa do Pará, Edmilson observou que a decisão do governador Simão Jatene, que passou de R$ 6,9 por tonelada de minério extraído para R$ 2,30, num corte de 2/3 da taxa, não passou pela aprovação do Poder Legislativo.
“A Vale tem avançado a extração de minério de ferro em 1,5 milhão de toneladas ao dia, reduzindo o tempo inicialmente estimado de lavra. Ou seja, o prejuízo aos cofres do Pará será crescente em relação à arrecadação da taxa. No ano que vem, serão R$ 660 milhões a menos”, observou o psolista.
O acordo para a redução da taxa ocorreu a três dias da eleição de segundo turno. A taxa foi criada este ano, por meio de projeto de lei de iniciativa do Executivo. Na época, a única emenda apresentada à proposição, de autoria de Edmilson, suprimia o artigo que autorizava a redução da taxa, mas a emenda foi rejeitada.
Moção apóia suspensão do projeto que ameaça centro histórico
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) apresentou moção em apoio ao Ministério Público Federal, que recomendou à Câmara Municipal de Belém a suspensão do projeto de lei que altera os parâmetros urbanísticos no entorno do centro histórico da cidade. A moção foi apresentada na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Pará, nesta terça-feira, 06.
“Não há dúvida que os antigos casarões de arquitetura peculiar advinda dos colonizadores portugueses são um forte componente da identidade paisagística de Belém, assim como as mangueiras, o Ver-o-Peso e a Baía do Guajará”, defendeu Edmilson, na tribuna.
O MPF também abriu inquérito para apurar o possível dano à estrutura do conjunto imobiliário tombado, que descaracterizaria os bairros da Cidade Velha e da Campina, caso a proposta seja aprovada. A ameaça foi alertada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Reajuste dos servidores do MPE
A reivindicação dos servidores do Ministério Público do Estado, que exige 22,45% de reposição de perdas salariais, conta com a solidariedade do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL). Nesta terça-feira, 6, o parlamentar protocolou moção de apoio à causa, na Assembleia Legislativa do Pará. “Apelo para que sejam abertas imediatamente negociações com vistas ao pleno atendimento da pauta de reivindicação da categoria”, defendeu Edmilson.
A categoria está em greve por tempo indeterminado para exigir o cumprimento da sentença judicial que garante o reajuste. Além disso, os trabalhadores reivindicam a elaboração de um Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), extensão de gratificação por tempo integral e equiparação da gratificação de chefia aos servidores das promotorias de Justiça do interior e o pagamento do adicional de insalubridade aos servidores, inclusive, para o pessoal da limpeza.
sábado, 3 de novembro de 2012
Edmilson agradece a votação e segue na luta por uma vida digna e feliz para o nosso povo
Quero agradecer de coração, os mais de 336.000 votos, quase a metade dos votantes desta eleição. Foram votos a favor da mudança e da liberdade. Votos por uma Belém com saúde, segurança, educação, transporte, moradia e participação popular. Votos por uma Belém nas mãos do povo.
Seguiremos na luta com ousadia, contra as máquinas poderosas da opressão, da corrupção e demais formas de violência. Pelo direito à justiça, à democracia, construída desde os debaixo. E à liberdade. Enfim, pela sociedade socialista. Com certeza.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Na mira da mídia - A "ética" tucana em questão
Por Ana Célia Pinheiro
Bacamarte no tucupi: Mário Couto pede que STF investigue patrimônio de parlamentares. Mas esquece mansão em Cuiarana e dinheiro derramado no clube Santa Cruz. Bens do senador triplicaram entre 2001 e 2005, época em que presidiu a Assembléia Legislativa do Pará. Em apenas dois processos a que responde na justiça estadual, rombo na Alepa alcançaria R$ 16 milhões.
Parece coisa do Alienista, que internou meio mundo na Casa Verde de Itaguaí e, ao final, descobriu que quem precisava de internação era ele.
Na última terça-feira (30), o senador Mário Couto Filho, do PSDB, provocou frisson ao defender, em discurso no Senado, que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a evolução patrimonial de deputados e senadores. Segundo Couto, as Vossas Excelências são ladrões.
(Leia aqui: http://oglobo.globo.com/pais/senador-tucano-chama-colegas-de-ladroes-provoca-revolta-6586433 E aqui: http://oglobo.globo.com/pais/depois-de-chamar-colegas-de-ladroes-mario-couto-cobrado-dar-nomes-6599404).
A investigação acerca da evolução patrimonial dos parlamentares é, de fato, uma excelente sugestão. Especialmente, se começar pelo próprio Mário Couto.
E o ponto de partida pode ser a Vila de Cuiarana, a 8 quilômetros da sede do município de Salinópolis, Nordeste do Pará.
Lá, o senador costuma passar os finais de semana em um casarão cujo terreno ocupa uma quadra inteira da avenida São Pedro. Só a estrutura da caixa d’água, em concreto, tem o equivalente a uns quatro andares. Haveria, também, um campo de futebol.
Em Cuiarana, é voz corrente que o casarão pertence a Mário Couto.
Para ler mais, clique aqui.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Mandato em movimento: Edmilson cobra explicações sobre a redução da taxa mineral
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) nesta quarta-feira, 31, para debater e questionar a redução da taxa mineral, resultado de acordo entre o Governo do Estado e a mineradora Vale. Segundo destacou o líder do PSOL, a redução da taxa foi anunciada a poucos dias do segundo turno das eleições e significa que o governo estará abrindo mão de mais de R$ 500 milhões de arrecadação por ano. “É preciso que o governador explique que cálculo matemático foi feito para se chegar a uma redução de dois terços do valor da taxa mineral”, enfatizou Edmilson, que protocolou um requerimento, solicitando explicações ao Governo do Estado, com a demonstração, inclusive, da planilha de cálculo que ensejou na redução da taxa.
Segundo informações constantes no site da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração – SEICON, o governo Jatene reduziu a um terço a taxa sobre a produção da Vale, em um acordo com a mineradora para receber o tributo que não estava sendo pago. A cobrança para fiscalização dos recursos minerais, criada neste ano pelo Estado paraense, passou de 6,9 reais para 2,3 reais por tonelada de minério. A Vale produziu de julho a setembro 27,6 milhões de toneladas de minério de ferro em Carajás. A arrecadação do Estado com a taxa deve ser reduzida para 330 milhões de reais em 2013. Para 2012, a previsão inicial era arrecadar 930 milhões de reais, antes do acordo.
Edmilson ressaltou, ainda, que a taxa mineral é um dispositivo constitucional e legítimo e que ainda veio com enorme atraso, depois de décadas de saque às riquezas minerais do Estado do Pará. Em todos os debates feitos sobre o assunto na Alepa, Edmilson sempre alertou os demais deputados que “não é possível passar um “cheque em branco” para os governantes de plantão, autorizando, sem anuência prévia do Poder Legislativo, que se alterasse o valor da taxa, como agora veio a acontecer em meio a uma negociação cercada de pontos lacunosos, para dizer o mínimo”.
De volta. Porque avançar é preciso
Estamos de volta.
Porque avançar e resistir é preciso.
Depois do período eleitoral, o Blog Somos Todos Edmilson retoma a atualização diária.
Contamos com o apoio de todos e de todas.
sábado, 7 de julho de 2012
Aviso aos navegantes
Cumprindo o que detemina a legislação eleitoral - Resolução N. 23.370 TSE, este Blog deixou de ser atualizado desde o último 4 de julho.
Em breve, estará no ar o site Edmilson Prefeito - 50 [Equipe do Somos Todos Edmilson]
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Edmilson conhece projeto da nova sede da Alepa
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL), a convite do presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Manoel Pioneiro (PSDB), o acompanhou na visita técnica ao escritório do arquiteto Alcyr Meira para conhecer o projeto da nova sede do Poder Legislativo, na última terça-feira, 4. O prédio, que tem custo estimado de R$ 49 milhões, deve começar a ser construído este ano na Rua Brigadeiro Protásio, entre as Avenidas Júlio César e Dr Freitas, em Belém.
“Eu confio na opinião do deputado Edmilson, que é arquiteto, e, portanto, é o deputado mais habilitado tecnicamente para opinar sobre esse projeto”, justificou Pioneiro. Na área de 26,4 mil m2 será construído um prédio de três andares com área de 20,6 mil m2 com 239 vagas de garagem, 42 gabinetes parlamentares padronizados, amplo gabinete para a presidência, restaurante, auditório para mais de 400 pessoas e plenário com galeria para mais de 300 pessoas.
Edmilson aprovou o projeto, que tem designe arrojado, além de funcionalidade, segurança, integração com o meio ambiente circundante e flexibilidade. O projeto é assinado também pelos arquitetos César Meira e Ari Tomaz Filho.
Assessoria de Imprensa
domingo, 1 de julho de 2012
Cultura - "Belém, Belém, estou chegando agora..."
Walter bandeira e sua voz imortal
A Belém, anos 80, em preto e branco, linda, charmosa, é a mesma de sempre. Aquela que está no coração de seus filhos e que merece ser defendida a todo custo.
A Chegada, de José Maria Villar Ferreira, é uma bela homenagem à capital de todos os paraenses.
A Belém, anos 80, em preto e branco, linda, charmosa, é a mesma de sempre. Aquela que está no coração de seus filhos e que merece ser defendida a todo custo.
A Chegada, de José Maria Villar Ferreira, é uma bela homenagem à capital de todos os paraenses.
Memória Viva - THEREZINHA DE GODOY ZERBINI - E a mulher foi à luta
Da Folha de São Paulo
ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO
RESUMO
Criadora do Movimento Feminino pela Anistia, Therezinha de Godoy Zerbini diz ter "coragem de mamãe onça". Era chamada de "burguesona" no presídio onde conviveu com Dilma Rousseff. Mulher de general cassado pelo golpe de 64 e cunhada do pioneiro em cirurgia cardíaca Euryclides Zerbini, ela, aos 84, elogia a Comissão da Verdade.
Era Quarta-Feira de Cinzas de 1970. Estávamos jantando. Tocaram a campainha. A empregada disse que era o capitão Guimarães. Não sabia quem era, mas mandei entrar. Chegaram como uns aloprados, de metralhadora na mão. Mandei servir café.
Meu marido, o general Euryale de Jesus Zerbini, que tinha sido cassado e reformado na quartelada de 1964, se levantou e falou: "A quem vocês se reportam?" O homem respondeu: "O seu Exército não é mais o nosso". Euryale disse que ia ligar para o chefe do 2º Exército. Eu disse para ele não pedir nada a ninguém; que eu entrava e saía disso sozinha.
Assim fui para a Oban. Fiquei lá cinco dias. Tinha uma parede com um vitrô na parte de cima. Por ele, eu vi Frei Tito todo ensanguentado. Escutava os gritos. Ele apareceu todo machucado.
Eu não fui torturada porque desafiei, enfrentei. Veio um gritando na minha cara. Eu disse: "Capitão, tenha compostura, eu não estou aqui para ouvir grito". Ele disse: "Nós temos métodos científicos para tirar a verdade". Eu disse: "Sei quais são os métodos científicos. Os senhores são torturadores. E querem começar é já!"
Nessa hora ele tremeu, parou e começou a gritar: "Já para a sua cela!" Vi que eles não tinham ordem para me bater. Voltei para a cela me urinando de medo.
Fui para o Dops, onde fiquei mais uma semana e depois para o Presídio Tiradentes. Vi gente chegar estropiada. Foi quando conheci a Dilma. Ela era moça, liderava. Ficava discutindo e estudando até de madrugada sobre a história do país. Era intelectual, muito direita, honesta.
Não fui sua colega de cela, mas convivíamos. Dilma sabia que eu não era comunista, mas que era uma mulher aberta. Ela reconheceu quando eu pedi melhorias para o diretor do presídio e conseguimos fazer uma cozinha. Éramos umas 40 mulheres.
Fazíamos almoço divididas em turnos. Ela baixou ordem: uma fazia o feijão, outra o arroz. Eu era a "burguesona". Minha família mandava coisas gostosas para todo mundo: oito frangos, uma caixa de laranjas, uma assadeira de pastéis, um pernil inteiro.
Com o meu rádio, escutávamos a programação de Cuba. Colocávamos o som bem alto para irritar a carceragem. Pela televisão, assistíamos [à novela] "Irmãos Coragem". Naquela época, minha filha era modelo e fazia um anúncio de desodorante que passava no intervalo da novela.
Ao todo, fiquei seis meses presa e fui enquadrada na Lei de Segurança Nacional por causa do envolvimento com os dominicanos. Frei Tito fazia filosofia com o general [meu marido]. Estudavam Merleau-Ponty. A professora era a Marilena Chauí, que o general achava que era a mulher mais inteligente que conhecera.
Conheci o general quando eu trabalhava no Hospital do Mandaqui, e um muro caiu. Ele comandava a Força Pública do Estado, e fui pedir ajuda para o conserto. Eu o cativei. Nossa diferença era de 20 anos.
Nasci em 1928 e, em 1932, fiz parte do esforço de guerra. No Clube Piratininga, eu recitava o Saci. Olha que metida! Aos 16 anos, fiquei tuberculosa dos dois pulmões. Fui para um sanatório e vi a diferença entre ricos e pobres. Isso despertou o meu anseio de mudança.
Depois fiz direito no Vale do Paraíba [SP]. Tive como colega o Sérgio Paranhos Fleury! Na faculdade, quando ele não estava drogado, era um homem aceitável. Quando estava drogado, virava o cão.
Meu marido me dizia que eu andava pelo mundo pelo cheiro e pela cor. Sou assim. Não sou um ser que se jacta de ter cultura. Tenho é intuição. Queria fazer coisas de ordem prática, acabar com aquilo que estava ali.
Em 1975, organizei o Movimento Feminino pela Anistia. Fiz um manifesto e passei a formar núcleos pelo Brasil inteiro para colher assinaturas. Comecei pelo Rio Grande do Sul. Coloquei os manifestos numa caixa e mandei pelo correio para a Dilma, que foi muito habilidosa.
Tenho uma coragem de mamãe onça. Em 1978, quando [o então presidente dos EUA] Jimmy Carter veio ao Brasil, resolvi fazer uma carta de saudação para a Rosalyn [mulher dele] dizendo: "Nós que lutamos por justiça e paz..."
Fui para Brasília bem bonita, com um vestido de flores. Com a minha cara clara, parecia uma gringa.
Quando a Rosalyn chegou, com a carta na mão, disse para ela: "Madam, it's for you". Senti a mão dela gelada, parecia uma lagartixa. Ela estava lívida. Foi um fuzuê. Os repórteres franceses me perguntaram: "Madame, vous êtes maquis [militantes da resistência francesa]?" Eu disse: "Oui, oui, maquis".
A anistia foi uma conquista. Não foi dádiva, foi luta. Não tem que rever.
Eu costumava dar o exemplo da mulher do Lot, que olhou para trás e virou estátua de sal. A anistia é conciliação, paz, de lado a lado. Tem que esquecer. Tinha bandido dos dois lados.
Criar a Comissão da Verdade é bom. Não espero coisas novas, porque já vi tudo por dentro. Mas é preciso dar a oportunidade para os outros sentirem e verem. Como diz Santo Agostinho, o coração é a sede da memória.
| A aposentada Therezinha Zerbini, em sua casa, em São Paulo |
ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO
RESUMO
Criadora do Movimento Feminino pela Anistia, Therezinha de Godoy Zerbini diz ter "coragem de mamãe onça". Era chamada de "burguesona" no presídio onde conviveu com Dilma Rousseff. Mulher de general cassado pelo golpe de 64 e cunhada do pioneiro em cirurgia cardíaca Euryclides Zerbini, ela, aos 84, elogia a Comissão da Verdade.
Era Quarta-Feira de Cinzas de 1970. Estávamos jantando. Tocaram a campainha. A empregada disse que era o capitão Guimarães. Não sabia quem era, mas mandei entrar. Chegaram como uns aloprados, de metralhadora na mão. Mandei servir café.
Meu marido, o general Euryale de Jesus Zerbini, que tinha sido cassado e reformado na quartelada de 1964, se levantou e falou: "A quem vocês se reportam?" O homem respondeu: "O seu Exército não é mais o nosso". Euryale disse que ia ligar para o chefe do 2º Exército. Eu disse para ele não pedir nada a ninguém; que eu entrava e saía disso sozinha.
Assim fui para a Oban. Fiquei lá cinco dias. Tinha uma parede com um vitrô na parte de cima. Por ele, eu vi Frei Tito todo ensanguentado. Escutava os gritos. Ele apareceu todo machucado.
Eu não fui torturada porque desafiei, enfrentei. Veio um gritando na minha cara. Eu disse: "Capitão, tenha compostura, eu não estou aqui para ouvir grito". Ele disse: "Nós temos métodos científicos para tirar a verdade". Eu disse: "Sei quais são os métodos científicos. Os senhores são torturadores. E querem começar é já!"
Nessa hora ele tremeu, parou e começou a gritar: "Já para a sua cela!" Vi que eles não tinham ordem para me bater. Voltei para a cela me urinando de medo.
Fui para o Dops, onde fiquei mais uma semana e depois para o Presídio Tiradentes. Vi gente chegar estropiada. Foi quando conheci a Dilma. Ela era moça, liderava. Ficava discutindo e estudando até de madrugada sobre a história do país. Era intelectual, muito direita, honesta.
Não fui sua colega de cela, mas convivíamos. Dilma sabia que eu não era comunista, mas que era uma mulher aberta. Ela reconheceu quando eu pedi melhorias para o diretor do presídio e conseguimos fazer uma cozinha. Éramos umas 40 mulheres.
Fazíamos almoço divididas em turnos. Ela baixou ordem: uma fazia o feijão, outra o arroz. Eu era a "burguesona". Minha família mandava coisas gostosas para todo mundo: oito frangos, uma caixa de laranjas, uma assadeira de pastéis, um pernil inteiro.
Com o meu rádio, escutávamos a programação de Cuba. Colocávamos o som bem alto para irritar a carceragem. Pela televisão, assistíamos [à novela] "Irmãos Coragem". Naquela época, minha filha era modelo e fazia um anúncio de desodorante que passava no intervalo da novela.
Ao todo, fiquei seis meses presa e fui enquadrada na Lei de Segurança Nacional por causa do envolvimento com os dominicanos. Frei Tito fazia filosofia com o general [meu marido]. Estudavam Merleau-Ponty. A professora era a Marilena Chauí, que o general achava que era a mulher mais inteligente que conhecera.
Conheci o general quando eu trabalhava no Hospital do Mandaqui, e um muro caiu. Ele comandava a Força Pública do Estado, e fui pedir ajuda para o conserto. Eu o cativei. Nossa diferença era de 20 anos.
Nasci em 1928 e, em 1932, fiz parte do esforço de guerra. No Clube Piratininga, eu recitava o Saci. Olha que metida! Aos 16 anos, fiquei tuberculosa dos dois pulmões. Fui para um sanatório e vi a diferença entre ricos e pobres. Isso despertou o meu anseio de mudança.
Depois fiz direito no Vale do Paraíba [SP]. Tive como colega o Sérgio Paranhos Fleury! Na faculdade, quando ele não estava drogado, era um homem aceitável. Quando estava drogado, virava o cão.
Meu marido me dizia que eu andava pelo mundo pelo cheiro e pela cor. Sou assim. Não sou um ser que se jacta de ter cultura. Tenho é intuição. Queria fazer coisas de ordem prática, acabar com aquilo que estava ali.
Em 1975, organizei o Movimento Feminino pela Anistia. Fiz um manifesto e passei a formar núcleos pelo Brasil inteiro para colher assinaturas. Comecei pelo Rio Grande do Sul. Coloquei os manifestos numa caixa e mandei pelo correio para a Dilma, que foi muito habilidosa.
Tenho uma coragem de mamãe onça. Em 1978, quando [o então presidente dos EUA] Jimmy Carter veio ao Brasil, resolvi fazer uma carta de saudação para a Rosalyn [mulher dele] dizendo: "Nós que lutamos por justiça e paz..."
Fui para Brasília bem bonita, com um vestido de flores. Com a minha cara clara, parecia uma gringa.
Quando a Rosalyn chegou, com a carta na mão, disse para ela: "Madam, it's for you". Senti a mão dela gelada, parecia uma lagartixa. Ela estava lívida. Foi um fuzuê. Os repórteres franceses me perguntaram: "Madame, vous êtes maquis [militantes da resistência francesa]?" Eu disse: "Oui, oui, maquis".
A anistia foi uma conquista. Não foi dádiva, foi luta. Não tem que rever.
Eu costumava dar o exemplo da mulher do Lot, que olhou para trás e virou estátua de sal. A anistia é conciliação, paz, de lado a lado. Tem que esquecer. Tinha bandido dos dois lados.
Criar a Comissão da Verdade é bom. Não espero coisas novas, porque já vi tudo por dentro. Mas é preciso dar a oportunidade para os outros sentirem e verem. Como diz Santo Agostinho, o coração é a sede da memória.
sábado, 30 de junho de 2012
Convenção do PSOL confirma Edmilson prefeito e Panzera vice
A convenção eleitoral do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que reuniu cerca de 3 mil pessoas no Clube do Remo, na manhã deste sábado, 30, confirmou a candidatura de Edmilson Rodrigues para prefeito de Belém. Edmilson é deputado estadual pelo terceiro mandato e já foi prefeito da capital por dois mandatos, de 1997 a 2004. Ele também é arquiteto, professor, Mestre em Urbanismo e Doutor em Geografia. O PSOL disputará as eleições deste ano em aliança com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A coligação terá como candidato vice-prefeito, Jorge Panzera, e 70 candidatos a vereador, incluindo a ex-senadora Marinor Brito.
O presidente nacional do PSOL, deputado federal Ivan Valente (PSOL/SP), participou da convenção ao lado das dirigentes dos Diretórios Estadual e Municipal da legenda, Marinor e Araceli Lemos, além do vice-presidente do Diretório Estadual do PC do B, Lélio Costa, e do dirigente do PSTU, Kleber Rabelo. O dramaturgo e teatrólogo Arthur Tourinho e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) também confirmaram o apoio à frente de esquerda.
Valente lembrou que Edmilson é um administrador público experiente e aprovado pelo povo, que teve o trabalho reconhecido por mais de 50 premiações nacionais e internacionais, inclusive pelo Unicef. Randolfe disse que Edmilson é um dos melhores quadros nacionais do PSOL, cuja administração passada é bastante admirada no Amapá. Lélio e Kleber reafirmaram que a aliança com o PSOL só foi possível por ser a única via política da esquerda que tem propostas para a população pobre.
Edmilson apontou que as prioridades da próxima gestão, em 2013, serão a retomada do Bolsa Escola; a criação de uma grande frente de limpeza de ruas e canais para prevenir alagamentos; a retomada do Programa Família Saudável, que mantinha 80 equipes multidisciplinares de saúde visitando a população nas casas; e dar condições de funcionamento para os dois hospitais de Pronto Socorro Municipal. "O meu governo será de participação popular, de políticas sociais e de transparência. Vamos tirar as crianças das ruas e devolver Belém para as mãos do povo", destacou Edmilson.
Fé no que virá!
quinta-feira, 28 de junho de 2012
PSOL - O GLOBO afirma que Edmilson está em primeiro lugar
Deu no jornal O GLOBO, edição de hoje (28/06/2012), na Coluna Panorama Político do jornalista Ilimar Franco:
O EX-PREFEITO Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera as pesquisas para a prefeitura de Belém (PA). Seus principais adversários são os deputados José Priante (PMDB) e Zenaldo Coutinho (PSDB).
O EX-PREFEITO Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera as pesquisas para a prefeitura de Belém (PA). Seus principais adversários são os deputados José Priante (PMDB) e Zenaldo Coutinho (PSDB).
Mandato em movimento: justas homenagens a cidadãos de luta
O deputado estadual Edmilson Rodrigues participou da cerimônia de encerramento dos trabalhos legislativos do primeiro semestre de 2012 e rendeu homenagens a quatro personalidades importantes da história do Pará. O evento aconteceu no auditório superior do Hangar Centro de Convenções, que ficou pequeno para o grande número de presentes.
O defensor público José Adalmir Arruda foi homenageado com o título de "Cidadão do Pará" pelos rlevantes serviços prestados à população. Já na categoria "Honra ao Mérito" foi homenageado José Odir, o "Zezé do Boxe", pelo trabalho que desenvolve com jovens na comunidade do Jurunas. Além disso, o deputado ainda rendeu hoenagens post-mortem a Manoel Lima Amaral, militante paraense de esquerda, que deixou seu nome gravado na história da luta popular por uma sociedade justa e fraterna, e também ao desembargador Roberto Santos, que teve uma trajetória marcada pela defesa da justiça em nosso Estado.
Na cerimônia, Manoel Amaral foi representado por sua família, a jornalista Lílian Leitão e seus quatro filhos. Já os familiares do desembargador Roberto Santos não puderam comparecer por ainda estarem enlutados pela morte recente do magistrado.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Legislativo aprova LDO sem emendas da oposição
Os deputados estaduais aprovaram, na última terça-feira, 26, a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO), que orienta as prioridades para a Lei Orçamentária de
2013. O orçamento estimado é de R$ 17 bilhões. A base aliada do governo, que
representa a maioria na Assembléia Legislativa do Pará, atendendo a orientação
do Executivo, rejeitou as emendas da oposição, incluindo as seis emendas
apresentadas pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSOL).
Em pronunciamento na tribuna, Edmilson criticou a rejeição das emendas,
de autoria dele, que reservavam os recursos necessários para o cumprimento do
Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores da educação básica
do Estado, que já está garantido em lei, mas não vem sendo cumprido, assim como
a reposição de perdas salariais históricas do funcionalismo público em geral,
na ordem de 70%. “Infelizmente, a Assembléia diz ‘sim senhor’ a tudo que o
governador quer. Essa emenda poderia prevenir greves futuras”, alertou.
Outras emendas de Edmilson garantiam a participação popular na
destinação dos recursos público e também a publicação, nos sites dos três
poderes e dos órgãos públicos estaduais,
dos dados atualizados sobre a lotação do pessoal ativo e os respectivos
organogramas. “O governo demonstra que não quer transparência e que só admite a
parceria com a iniciativa privada. Tanto que, na semana passada, o Executivo conseguiu
aprovar na Assembléia, a toque de caixa, o projeto de lei que autoriza as
Parcerias Público-Privadas, o que significa a privatização de 14 áreas estratégicas
do governo, como saúde, educação e segurança”, criticou.
As outras emendas de Edmilson garantiam recursos para a
manutenção da macrodenagem da Bacia do Una; e suspendia o repasse de dinheiro para
as organizações sociais sem fins econômicos e de interesse social, declaradas
como de utilidade pública estadual, que estão administrando o atendimento
público na área da saúde.
Assessoria de Imprensa
terça-feira, 26 de junho de 2012
Edmilson cobra rigor na apuração de atentado contra trabalhadores em Eldorado
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) cobrou do Sistema de Segurança Pública e do Judiciário paraenses rigor e urgência na apuração do atentado à bala praticado contra 12 trabalhadores rurais, ocorrido no último dia 21, no município de Eldorado do Carajás, no Sudeste do Pará. "É preciso que haja rigor nas investigações e nas punições
dos culpados - executores e mandantes - para que esse não seja mais um episódio
de conflito agrário de nosso Estado a ficar impune", disse, em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado, nesta terça-feira, 26. O parlamentar apresentou requerimento, que será encaminhado às autoridades e entidades do movimento organizado.
A tentativa de homicídio ocorreu na
Fazenda Cedro, do Grupo Santa Bárbara, pertencente
ao banqueiro Daniel Dantas, e ganhou repercussão nacional. Imagens gravadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mostram o
clima de tensão e violência: jagunços armados abriram fogo contra mais de 300 integrantes do MST, que marchavam rumo à Fazenda Cedro, que
fica as margens da BR-155, na divisa entre os municípios de Eldorado dos
Carajás e Marabá. Lideranças do movimento, afirmaram que os trabalhadores
iriam procurar a direção daquela fazenda para reclamar sobre o uso de veneno
e agrotóxico na terra que fica próxima a um dos acampamentos do grupo. Os 12 feridos foram levados ao hospital e as armadas dos jagunços foram apreendidas pela polícia.
A Fazenda Cedro já foi palco de crimes ambientais e de grilagem de terra pública, amplamente notificados. Segundo o
Ministério Público Federal (MPF), 6,4 mil hectares foram ilegalmente
desmatados, correspondendo a 92% da propriedade. Além disso, desde 2010 existe sentença judicial
determinando a reintegração de
posse para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de
área de 826 hectares pertencente ao projeto de assentamento Cedrinho.
"No mesmo município (Eldorado dos Carajás) ocorrera há 16 anos, ocorreu o Massacre de Eldorado dos
Carajás, que tirou a vida de 19 trabalhadores rurais", lembrou Edmilson. "Não podemos admitir que fatos como esse continuem se
repetindo em nosso Estado." De acordo com o relatório anual da Comissão Pastoral da Terra
(CPT), lançado no mês passado, o conflito no campo cresceu 15%, entre 2010
e 2011, sendo que a maioria dos assassinatos na disputa de terras ocorreu no Pará. "A violência no campo é resultado do avanço do capital para novas fronteiras. Por isso é grande a pressão sobre territórios indígenas, sobre áreas de
quilombolas, de ribeirinhos e de extrativistas." Edmilson também destacou que a impunidade é a mola propulsora dos crimes no campo. De 1985 a 2011, a CPT contabilizou 1.616 pessoas
assassinadas no campo, mas somente 97 foram a julgamento, dos quais somente foram condenados 21
mandantes e 79 executores.
Assessoria de Imprensa
Moção de pesar pelo falecimento do advogado Roberto Santos
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) apresentou moção de pesar pelo falecimento do advogado Roberto Araújo de Oliveira Santos, ocorrido no último dia 24, em Belém. Desembargador aposentado do Tribunal Regional do
Trabalho da 8ª Região (TRT), Roberto Santos era um cientista social, escritor do
direito e, autor do livros, com destaque à “História Econômica da Amazônia (1800 – 1920)”. Em 2002, o advogado foi contemplado com a medalha da Ordem do Mérito “Jus et Labor”,
no Grau “Grã-Cruz”.
A moção foi protocolada ma Assemblçeia Legislativa do Pará, nesta terça-feira, 26. O teor do documento será dado conhecimento à família de Roberto Santos e ao TRT.
Belém, 400 anos - Bem-vindos a 1929
1929. Homens trabalhando na antiga estrada Belém-Bragança, àquela época denominada de avenida Tito Franco (atual Almirante Barroso), no perímetro do Bosque Rodrigues Alves.
Foto: Comunidade Nostalgia Belém/FB
Humanos Direitos - Ex-agente repete relato à Comissão da Verdade
Da Folha de São Paulo
A Comissão da Verdade ouviu ontem o delegado capixaba Cláudio Guerra, ex-agente do Departamento de Ordem Político e Social que afirmou ter participado da morte e do desaparecimento de vítimas da ditadura (1964-85).
Segundo o coordenador da comissão, Gilson Dipp, Guerra confirmou as declarações dadas ao livro "Memórias de uma Guerra Suja", dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros. Entre outros atos, ele disse que levou dez corpos para serem queimados no forno de uma usina de açúcar em Campos (RJ).
Dipp afirmou que pessoas citadas por Guerra também devem ser chamadas. "Ele sugeriu alguns nomes que podem nos dar esclarecimentos a mais", afirmou.
No livro, Guerra diz ter participado das mortes do delegado Sérgio Fleury e do jornalista Alexandre Von Baumgarten. Ele afirma ter decidido fazer as confissões após virar pastor evangélico.
Guerra também é acusado de outros crimes, como o de assassinar a própria mulher. Trechos de seu relato foram considerados fantasiosos por historiadores. Há casos contados de forma diferente por outros agentes da ditadura.
Dipp disse que o tenente-coronel reformado Paulo Malhães, 74, também deve ser chamado. Ao jornal "O Globo", Malhães detalhou a rotina de uma casa de detenção clandestina em Petrópolis (RJ) durante a ditadura. Cinco jacarés e uma jiboia teriam sido usados na tortura.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
Maré de Resistência - Declaração final da Cúpula dos Povos
O documento final da Cúpula dos povos sintetiza os principais eixos discutidos durante as plenárias e assembléias, assim como expressam as intensas mobilizações ocorridas durante esse período – de 15 a 22 de junho – que apontam as convergências em torno das causas estruturais e das falsas soluções, das soluções dos povos frente às crises, assim como os principais eixos de luta para o próximo período.
As sínteses aprovadas nas plenárias integram e complementam este documento político para que os povos, movimentos e organizações possam continuar a convergir e aprofundar suas lutas e construção de alternativas em seus territórios, regiões e países em todos os cantos do mundo.
Você também pode ler a carta aqui (em pdf).
Declaração final
Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e AmbientalEm defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida
Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.
A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.
As instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferencia oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.
Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.
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