quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mandato em movimento: Edmilson cobra explicações sobre a redução da taxa mineral

O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) nesta quarta-feira, 31, para debater e questionar a redução da taxa mineral, resultado de acordo entre o Governo do Estado e a mineradora Vale. Segundo destacou o líder do PSOL, a redução da taxa foi anunciada a poucos dias do segundo turno das eleições e significa que o governo estará abrindo mão de mais de R$ 500 milhões de arrecadação por ano. “É preciso que o governador explique que cálculo matemático foi feito para se chegar a uma redução de dois terços do valor da taxa mineral”, enfatizou Edmilson, que protocolou um requerimento, solicitando explicações ao Governo do Estado, com a demonstração, inclusive, da planilha de cálculo que ensejou na redução da taxa. Segundo informações constantes no site da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração – SEICON, o governo Jatene reduziu a um terço a taxa sobre a produção da Vale, em um acordo com a mineradora para receber o tributo que não estava sendo pago. A cobrança para fiscalização dos recursos minerais, criada neste ano pelo Estado paraense, passou de 6,9 reais para 2,3 reais por tonelada de minério. A Vale produziu de julho a setembro 27,6 milhões de toneladas de minério de ferro em Carajás. A arrecadação do Estado com a taxa deve ser reduzida para 330 milhões de reais em 2013. Para 2012, a previsão inicial era arrecadar 930 milhões de reais, antes do acordo. Edmilson ressaltou, ainda, que a taxa mineral é um dispositivo constitucional e legítimo e que ainda veio com enorme atraso, depois de décadas de saque às riquezas minerais do Estado do Pará. Em todos os debates feitos sobre o assunto na Alepa, Edmilson sempre alertou os demais deputados que “não é possível passar um “cheque em branco” para os governantes de plantão, autorizando, sem anuência prévia do Poder Legislativo, que se alterasse o valor da taxa, como agora veio a acontecer em meio a uma negociação cercada de pontos lacunosos, para dizer o mínimo”.

De volta. Porque avançar é preciso

Estamos de volta. Porque avançar e resistir é preciso. Depois do período eleitoral, o Blog Somos Todos Edmilson retoma a atualização diária. Contamos com o apoio de todos e de todas.

sábado, 7 de julho de 2012

Aviso aos navegantes

Cumprindo o que detemina a legislação eleitoral - Resolução N. 23.370 TSE, este Blog deixou de ser atualizado desde o último 4 de julho. Em breve, estará no ar o site Edmilson Prefeito - 50 [Equipe do Somos Todos Edmilson]

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Edmilson conhece projeto da nova sede da Alepa

O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL), a convite do presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Manoel Pioneiro (PSDB), o acompanhou na visita técnica ao escritório do arquiteto Alcyr Meira para conhecer o projeto da nova sede do Poder Legislativo, na última terça-feira, 4. O prédio, que tem custo estimado de R$ 49 milhões, deve começar a ser construído este ano na Rua Brigadeiro Protásio, entre as Avenidas Júlio César e Dr Freitas, em Belém. “Eu confio na opinião do deputado Edmilson, que é arquiteto, e, portanto, é o deputado mais habilitado tecnicamente para opinar sobre esse projeto”, justificou Pioneiro. Na área de 26,4 mil m2 será construído um prédio de três andares com área de 20,6 mil m2 com 239 vagas de garagem, 42 gabinetes parlamentares padronizados, amplo gabinete para a presidência, restaurante, auditório para mais de 400 pessoas e plenário com galeria para mais de 300 pessoas. Edmilson aprovou o projeto, que tem designe arrojado, além de funcionalidade, segurança, integração com o meio ambiente circundante e flexibilidade. O projeto é assinado também pelos arquitetos César Meira e Ari Tomaz Filho. Assessoria de Imprensa

domingo, 1 de julho de 2012

Mídia - PSOL, PCdoB e PSTU definem chapa para Belém

Fonte: O Liberal (01/07/2012)

Cultura - "Belém, Belém, estou chegando agora..."

Walter bandeira e sua voz imortal
A Belém, anos 80, em preto e branco, linda, charmosa, é a mesma de sempre. Aquela que está no coração de seus filhos e que merece ser defendida a todo custo.
A Chegada, de José Maria Villar Ferreira, é uma bela homenagem à capital de todos os paraenses.




PSOL - O povo de Belém quer voltar a se apaixonar por Belém


Memória Viva - THEREZINHA DE GODOY ZERBINI - E a mulher foi à luta

Da Folha de São Paulo


A aposentada Therezinha Zerbini, em sua casa, em São Paulo
A aposentada Therezinha Zerbini, em sua casa, em São Paulo


ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO
RESUMO
Criadora do Movimento Feminino pela Anistia, Therezinha de Godoy Zerbini diz ter "coragem de mamãe onça". Era chamada de "burguesona" no presídio onde conviveu com Dilma Rousseff. Mulher de general cassado pelo golpe de 64 e cunhada do pioneiro em cirurgia cardíaca Euryclides Zerbini, ela, aos 84, elogia a Comissão da Verdade.

Era Quarta-Feira de Cinzas de 1970. Estávamos jantando. Tocaram a campainha. A empregada disse que era o capitão Guimarães. Não sabia quem era, mas mandei entrar. Chegaram como uns aloprados, de metralhadora na mão. Mandei servir café.
Meu marido, o general Euryale de Jesus Zerbini, que tinha sido cassado e reformado na quartelada de 1964, se levantou e falou: "A quem vocês se reportam?" O homem respondeu: "O seu Exército não é mais o nosso". Euryale disse que ia ligar para o chefe do 2º Exército. Eu disse para ele não pedir nada a ninguém; que eu entrava e saía disso sozinha.
Assim fui para a Oban. Fiquei lá cinco dias. Tinha uma parede com um vitrô na parte de cima. Por ele, eu vi Frei Tito todo ensanguentado. Escutava os gritos. Ele apareceu todo machucado.
Eu não fui torturada porque desafiei, enfrentei. Veio um gritando na minha cara. Eu disse: "Capitão, tenha compostura, eu não estou aqui para ouvir grito". Ele disse: "Nós temos métodos científicos para tirar a verdade". Eu disse: "Sei quais são os métodos científicos. Os senhores são torturadores. E querem começar é já!"
Nessa hora ele tremeu, parou e começou a gritar: "Já para a sua cela!" Vi que eles não tinham ordem para me bater. Voltei para a cela me urinando de medo.
Fui para o Dops, onde fiquei mais uma semana e depois para o Presídio Tiradentes. Vi gente chegar estropiada. Foi quando conheci a Dilma. Ela era moça, liderava. Ficava discutindo e estudando até de madrugada sobre a história do país. Era intelectual, muito direita, honesta.
Não fui sua colega de cela, mas convivíamos. Dilma sabia que eu não era comunista, mas que era uma mulher aberta. Ela reconheceu quando eu pedi melhorias para o diretor do presídio e conseguimos fazer uma cozinha. Éramos umas 40 mulheres.
Fazíamos almoço divididas em turnos. Ela baixou ordem: uma fazia o feijão, outra o arroz. Eu era a "burguesona". Minha família mandava coisas gostosas para todo mundo: oito frangos, uma caixa de laranjas, uma assadeira de pastéis, um pernil inteiro.
Com o meu rádio, escutávamos a programação de Cuba. Colocávamos o som bem alto para irritar a carceragem. Pela televisão, assistíamos [à novela] "Irmãos Coragem". Naquela época, minha filha era modelo e fazia um anúncio de desodorante que passava no intervalo da novela.
Ao todo, fiquei seis meses presa e fui enquadrada na Lei de Segurança Nacional por causa do envolvimento com os dominicanos. Frei Tito fazia filosofia com o general [meu marido]. Estudavam Merleau-Ponty. A professora era a Marilena Chauí, que o general achava que era a mulher mais inteligente que conhecera.
Conheci o general quando eu trabalhava no Hospital do Mandaqui, e um muro caiu. Ele comandava a Força Pública do Estado, e fui pedir ajuda para o conserto. Eu o cativei. Nossa diferença era de 20 anos.
Nasci em 1928 e, em 1932, fiz parte do esforço de guerra. No Clube Piratininga, eu recitava o Saci. Olha que metida! Aos 16 anos, fiquei tuberculosa dos dois pulmões. Fui para um sanatório e vi a diferença entre ricos e pobres. Isso despertou o meu anseio de mudança.
Depois fiz direito no Vale do Paraíba [SP]. Tive como colega o Sérgio Paranhos Fleury! Na faculdade, quando ele não estava drogado, era um homem aceitável. Quando estava drogado, virava o cão.
Meu marido me dizia que eu andava pelo mundo pelo cheiro e pela cor. Sou assim. Não sou um ser que se jacta de ter cultura. Tenho é intuição. Queria fazer coisas de ordem prática, acabar com aquilo que estava ali.
Em 1975, organizei o Movimento Feminino pela Anistia. Fiz um manifesto e passei a formar núcleos pelo Brasil inteiro para colher assinaturas. Comecei pelo Rio Grande do Sul. Coloquei os manifestos numa caixa e mandei pelo correio para a Dilma, que foi muito habilidosa.
Tenho uma coragem de mamãe onça. Em 1978, quando [o então presidente dos EUA] Jimmy Carter veio ao Brasil, resolvi fazer uma carta de saudação para a Rosalyn [mulher dele] dizendo: "Nós que lutamos por justiça e paz..."
Fui para Brasília bem bonita, com um vestido de flores. Com a minha cara clara, parecia uma gringa.
Quando a Rosalyn chegou, com a carta na mão, disse para ela: "Madam, it's for you". Senti a mão dela gelada, parecia uma lagartixa. Ela estava lívida. Foi um fuzuê. Os repórteres franceses me perguntaram: "Madame, vous êtes maquis [militantes da resistência francesa]?" Eu disse: "Oui, oui, maquis".
A anistia foi uma conquista. Não foi dádiva, foi luta. Não tem que rever.
Eu costumava dar o exemplo da mulher do Lot, que olhou para trás e virou estátua de sal. A anistia é conciliação, paz, de lado a lado. Tem que esquecer. Tinha bandido dos dois lados.
Criar a Comissão da Verdade é bom. Não espero coisas novas, porque já vi tudo por dentro. Mas é preciso dar a oportunidade para os outros sentirem e verem. Como diz Santo Agostinho, o coração é a sede da memória.

sábado, 30 de junho de 2012

Imagens - PSOL lança Edmilson prefeito














Convenção do PSOL confirma Edmilson prefeito e Panzera vice


     A convenção eleitoral do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que reuniu cerca de 3 mil pessoas no Clube do Remo, na manhã deste sábado, 30,  confirmou a candidatura de Edmilson Rodrigues para prefeito de Belém. Edmilson é deputado estadual pelo terceiro mandato e já foi prefeito da capital por dois mandatos, de 1997 a 2004. Ele também é arquiteto, professor, Mestre em Urbanismo e Doutor em Geografia. O PSOL disputará as eleições deste ano em aliança com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A coligação terá como candidato vice-prefeito, Jorge Panzera, e 70 candidatos a vereador, incluindo a ex-senadora Marinor Brito.

     O presidente nacional do PSOL, deputado federal Ivan Valente (PSOL/SP), participou da convenção ao lado das dirigentes dos Diretórios Estadual e Municipal da legenda,  Marinor e Araceli Lemos, além do vice-presidente do Diretório Estadual do PC do B, Lélio Costa, e do dirigente do PSTU, Kleber Rabelo. O dramaturgo e teatrólogo Arthur Tourinho e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) também confirmaram o apoio à frente de esquerda.

     Valente lembrou que Edmilson é um administrador público experiente e aprovado pelo povo, que teve o trabalho reconhecido por mais de 50 premiações nacionais e internacionais, inclusive pelo Unicef. Randolfe disse que Edmilson é um dos melhores quadros nacionais do PSOL, cuja administração passada é bastante admirada no Amapá. Lélio e Kleber reafirmaram que a aliança com o PSOL só foi possível por ser a única via política da esquerda que tem propostas para a população pobre.

     Edmilson apontou que as prioridades da próxima gestão, em 2013, serão a retomada do Bolsa Escola; a criação de uma grande frente de limpeza de ruas e canais para prevenir alagamentos; a retomada do Programa Família Saudável, que mantinha 80 equipes multidisciplinares de saúde visitando a população nas casas; e dar condições de funcionamento para os dois hospitais de Pronto Socorro Municipal. "O meu governo será de participação popular, de políticas sociais e de transparência. Vamos tirar as crianças das ruas e devolver Belém para as mãos do povo", destacou Edmilson.

Fé no que virá!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

PSOL - O GLOBO afirma que Edmilson está em primeiro lugar

Deu no jornal O GLOBO, edição de hoje (28/06/2012), na Coluna Panorama Político do jornalista Ilimar Franco:


O EX-PREFEITO Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera as pesquisas para a prefeitura de Belém (PA). Seus principais adversários são os deputados José Priante (PMDB) e Zenaldo Coutinho (PSDB).

Mandato em movimento: justas homenagens a cidadãos de luta




O deputado estadual Edmilson Rodrigues participou da cerimônia de encerramento dos trabalhos legislativos do primeiro semestre de 2012 e rendeu homenagens a quatro personalidades importantes da história do Pará. O evento aconteceu no auditório superior do Hangar Centro de Convenções, que ficou pequeno para o grande número de presentes.



O defensor público José Adalmir Arruda foi homenageado com o título de "Cidadão do Pará" pelos rlevantes serviços prestados à população. Já na categoria "Honra ao Mérito" foi homenageado José Odir, o "Zezé do Boxe", pelo trabalho que desenvolve com jovens na comunidade do Jurunas. Além disso, o deputado ainda rendeu hoenagens post-mortem a Manoel Lima Amaral, militante paraense de esquerda, que deixou seu nome gravado na história da luta popular por uma sociedade justa e fraterna, e também ao desembargador Roberto Santos, que teve uma trajetória marcada pela defesa da justiça em nosso Estado.



Na cerimônia, Manoel Amaral foi representado por sua família, a jornalista Lílian Leitão e seus quatro filhos. Já os familiares do desembargador Roberto Santos não puderam comparecer por ainda estarem enlutados pela morte recente do magistrado.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Legislativo aprova LDO sem emendas da oposição



Os deputados estaduais aprovaram, na última terça-feira, 26, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta as prioridades para a Lei Orçamentária de 2013. O orçamento estimado é de R$ 17 bilhões. A base aliada do governo, que representa a maioria na Assembléia Legislativa do Pará, atendendo a orientação do Executivo, rejeitou as emendas da oposição, incluindo as seis emendas apresentadas pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSOL).

Em pronunciamento na tribuna, Edmilson criticou a rejeição das emendas, de autoria dele, que reservavam os recursos necessários para o cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores da educação básica do Estado, que já está garantido em lei, mas não vem sendo cumprido, assim como a reposição de perdas salariais históricas do funcionalismo público em geral, na ordem de 70%. “Infelizmente, a Assembléia diz ‘sim senhor’ a tudo que o governador quer. Essa emenda poderia prevenir greves futuras”, alertou.

Outras emendas de Edmilson garantiam a participação popular na destinação dos recursos público e também a publicação, nos sites dos três poderes e dos  órgãos públicos estaduais, dos dados atualizados sobre a lotação do pessoal ativo e os respectivos organogramas. “O governo demonstra que não quer transparência e que só admite a parceria com a iniciativa privada. Tanto que, na semana passada, o Executivo conseguiu aprovar na Assembléia, a toque de caixa, o projeto de lei que autoriza as Parcerias Público-Privadas, o que significa a privatização de 14 áreas estratégicas do governo, como saúde, educação e segurança”, criticou.

As outras emendas de Edmilson garantiam recursos para a manutenção da macrodenagem da Bacia do Una; e suspendia o repasse de dinheiro para as organizações sociais sem fins econômicos e de interesse social, declaradas como de utilidade pública estadual, que estão administrando o atendimento público na área da saúde.

Assessoria de Imprensa

terça-feira, 26 de junho de 2012

Edmilson cobra rigor na apuração de atentado contra trabalhadores em Eldorado


O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) cobrou do Sistema de Segurança Pública e do Judiciário paraenses rigor e urgência na apuração do atentado à bala praticado contra 12 trabalhadores rurais, ocorrido no último dia 21, no município de Eldorado do Carajás, no Sudeste do Pará. "É preciso que haja rigor nas investigações e nas punições dos culpados - executores e mandantes - para que esse não seja mais um episódio de conflito agrário de nosso Estado a ficar impune", disse, em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado, nesta terça-feira, 26. O parlamentar apresentou requerimento, que será encaminhado às autoridades e entidades do movimento organizado.

A tentativa de homicídio ocorreu na Fazenda Cedro, do Grupo Santa Bárbara, pertencente ao banqueiro Daniel Dantas, e ganhou repercussão nacional. Imagens gravadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mostram o clima de tensão e violência: jagunços armados abriram fogo contra mais de 300 integrantes do MST, que marchavam rumo à Fazenda Cedro, que fica as margens da BR-155, na divisa entre os municípios de Eldorado dos Carajás e Marabá. Lideranças do movimento, afirmaram que os trabalhadores iriam procurar a direção daquela fazenda para reclamar sobre o uso de veneno e agrotóxico na terra que fica próxima a um dos acampamentos do grupo. Os 12 feridos foram levados ao hospital e as armadas dos jagunços foram apreendidas pela polícia.

A Fazenda Cedro já foi palco de crimes ambientais e de grilagem de terra pública, amplamente notificados. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), 6,4 mil hectares foram ilegalmente desmatados, correspondendo a 92% da propriedade. Além disso, desde 2010 existe sentença judicial determinando a reintegração de posse para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de área de 826 hectares pertencente ao projeto de assentamento Cedrinho.

"No mesmo município (Eldorado dos Carajás) ocorrera há 16 anos, ocorreu o Massacre de Eldorado dos Carajás, que tirou a vida de 19 trabalhadores rurais", lembrou Edmilson. "Não podemos admitir que fatos como esse continuem se repetindo em nosso Estado." De acordo com o relatório anual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), lançado no mês passado, o conflito no campo cresceu 15%, entre 2010 e 2011, sendo que a maioria dos assassinatos na disputa de terras ocorreu no Pará. "A violência no campo é resultado do avanço do capital para novas fronteiras. Por isso é grande a pressão sobre territórios indígenas, sobre áreas de quilombolas, de ribeirinhos e de extrativistas." Edmilson também destacou que a impunidade é a mola propulsora dos crimes no campo. De 1985 a 2011, a CPT contabilizou 1.616 pessoas assassinadas no campo, mas somente 97 foram a julgamento, dos quais somente foram condenados 21 mandantes e 79 executores.

Assessoria de Imprensa

 



Moção de pesar pelo falecimento do advogado Roberto Santos

O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) apresentou moção de pesar pelo falecimento do advogado Roberto Araújo de Oliveira Santos, ocorrido no último dia 24, em Belém. Desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT), Roberto Santos era um cientista social, escritor do direito e, autor do livros, com destaque à “História Econômica da Amazônia (1800 – 1920)”. Em 2002, o advogado foi contemplado com a medalha da Ordem do Mérito “Jus et Labor”, no Grau “Grã-Cruz”.

A moção foi protocolada ma Assemblçeia Legislativa do Pará, nesta terça-feira, 26. O teor do documento será dado conhecimento à família de Roberto Santos e ao TRT.

Assessoria de Imprensa


Belém, 400 anos - Bem-vindos a 1929


1929. Homens trabalhando na antiga estrada Belém-Bragança, àquela época denominada de avenida Tito Franco (atual Almirante Barroso), no perímetro do Bosque Rodrigues Alves.

Foto: Comunidade Nostalgia Belém/FB

Humanos Direitos - Ex-agente repete relato à Comissão da Verdade


Da Folha de São Paulo



A Comissão da Verdade ouviu ontem o delegado capixaba Cláudio Guerra, ex-agente do Departamento de Ordem Político e Social que afirmou ter participado da morte e do desaparecimento de vítimas da ditadura (1964-85).
Segundo o coordenador da comissão, Gilson Dipp, Guerra confirmou as declarações dadas ao livro "Memórias de uma Guerra Suja", dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros. Entre outros atos, ele disse que levou dez corpos para serem queimados no forno de uma usina de açúcar em Campos (RJ).
Dipp afirmou que pessoas citadas por Guerra também devem ser chamadas. "Ele sugeriu alguns nomes que podem nos dar esclarecimentos a mais", afirmou.
No livro, Guerra diz ter participado das mortes do delegado Sérgio Fleury e do jornalista Alexandre Von Baumgarten. Ele afirma ter decidido fazer as confissões após virar pastor evangélico.
Guerra também é acusado de outros crimes, como o de assassinar a própria mulher. Trechos de seu relato foram considerados fantasiosos por historiadores. Há casos contados de forma diferente por outros agentes da ditadura.
Dipp disse que o tenente-coronel reformado Paulo Malhães, 74, também deve ser chamado. Ao jornal "O Globo", Malhães detalhou a rotina de uma casa de detenção clandestina em Petrópolis (RJ) durante a ditadura. Cinco jacarés e uma jiboia teriam sido usados na tortura.

domingo, 24 de junho de 2012

Agenda - PSOL convida para Convenção Municipal de Belém


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Maré de Resistência - Declaração final da Cúpula dos Povos


O documento final da Cúpula dos povos sintetiza os principais eixos discutidos durante as plenárias e assembléias, assim como expressam as intensas mobilizações ocorridas durante esse período – de 15 a 22 de junho – que apontam as convergências em torno das causas estruturais e das falsas soluções, das soluções dos povos frente às crises, assim como os principais eixos de luta para o próximo período.
As sínteses aprovadas nas plenárias integram e complementam este documento político para que os povos, movimentos e organizações possam continuar a convergir e aprofundar suas lutas e construção de alternativas em seus territórios, regiões e países em todos os cantos do mundo.
Você também pode ler a carta aqui (em pdf).

Declaração final
Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e AmbientalEm defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida
Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.
A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.
As instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferencia oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.
Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.
Continue lendo, aqui

Cultura - Hoje é dia de Pavulagem


A partir das 10h, estarei no arrastão do Pavulagem, na Presidente Vargas, como faço todos os anos.
Hoje é dia de alegria!
Hoje é dia de celebrar a cultura popular!


Fonte: FB/Edmilson Rodrigues


Foto: Meg Barros

Belém, 400 anos - Bem-vindos à avenida Presidente Vargas, anos 1950

Que tal um passeio na máquina do tempo?
Na imagem, o movimento de carros na avenida Presidente Vargas (antiga 15 de Agosto) em meados do século passado.
Re-cordar - passar pelo coração - é um gesto de amor por nossa cidade, herdeira de um patrimônio de valor incalculável.


Fonte: FB/Edmilson Rodrigues


Foto: Nostalgia Belém

sábado, 23 de junho de 2012

Edmilson visita Cotijuba

 A convite dos habitantes da ilha de Cotijuba, há meia hora de Belém, o deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) visitou a comunidade, na última sexta-feira, 22,  para conhecer os problemas enfrentados por ela. Os moradores pediram a intervenção do parlamentar para superar principalmente as dificuldades de transporte, abastecimento de água e saúde.  
 A pedido da comunidade, Edmilson percorreu a ilha de charrete para conhecer a deficiente infraestrutura apontada pela população. O principal acesso ao interior da ilha, a estrada à Praia do Vai-quem-quer, está esburacada e cheia de lama, dificultando a rotina do povo local. Edmilson também observou o abandono de obras realizadas por ele na ilha, quando foi prefeito (de 1997 a 2004), tais como a caixa d'água abastecida com energia solar, o pequeno centro comercial com barracas estilizadas instalado na entrada da ilha, a suspensão do serviço de ambulancha e a falta de infraestrutura na unidade de saúde.
Ao final da visita, Edmilson cantou ao lado dos seresteiros de Cotijuba. Ele lamentou o abandono do prédio histórico do Educandário Nogueira de Farias, que poderia ganhar uma nova função social, valorizando o prédio centenário.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cúpula dos Povos - "A alegria é o outro lado da justiça. Comece agora. Por ti, por mim, pelos que virão"

Em defesa da Educação - Edmilson promove audiência pública em apoio à greve dos professores e técnicos da UFPa e UFRA


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Fonte: O Liberal (22/06/2012)

PSOL - Militantes de Cotijuba realizam plenária hoje

"Bom dia,esperança!
Hoje estarei na ilha de Cotijuba para a plenária distrital do PSOL.
É o povo de Belém construindo o seu futuro".

Do Facebook/Edmilson Rodrigues

Na mira da mídia - Seguiranças de fazenda atiram em manifestantes






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Fonte: O Liberal (22/06/2012)

Belém, 400 anos - Bem-vindos ao centenário Cine Olympia


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Viramundo - Golpe de direita ameaça presidente do Paraguai

Por Gilberto Maringoni (Carta Maior)



O Paraguai vive um golpe de Estado com coreografia legal, de acordo com o líder camponês Ramón Molina. A Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impedimento do presidente da República, Fernando Lugo, em rito sumário no final da manhã desta quinta-feira (21). No início da tarde o roteiro adentrava o Senado. Os prazos são curtíssimos. A acusação está sendo feita nesta noite e a defesa deve acontecer na sexta (22). A decisão final – se nenhum fato novo ocorrer – pode ser aprovada no sábado (23).

A depender dos votos parlamentares, Lugo é carta fora do baralho. A votação na Câmara foi de 73 votos contra o governo e um a favor. A maioria dos 45 senadores – mesmo os do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), da coligação governista – quer abreviar o mandato do chefe do Executivo.

O conflito entre os representantes parlamentares da elite local e o mandatário arrasta-se há pelo menos três anos. Na raiz de tudo está a resistência de Lugo em reprimir abertamente movimentos de camponeses sem terra que se enfrentam com grandes proprietários, entre eles vários brasileiros.

Até o início da noite de quinta não havia tanques nas ruas ou violência aberta. Há – segundo ativistas locais que conversaram com Carta Maior – uma crescente resistência popular. É a grande esperança dos partidários de Lugo para manter a normalidade democrática.

A seguir apresentamos os depoimentos de Najib Amado, secretário-geral do Partido Comunista Paraguaio, Ramón Molina, líder camponês e dirigente do Partido Popular da Convergência Socialista e Martin Almada, ativista de direitos humanos.
Mais aqui.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Mandato em movimento: em defesa de Educação de qualidade



O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) presidiu sessão especial para discutir as reivindicações dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) que estão em greve. Em todo o país, os docentes estão em greve, lutando pela reestruturação da carreira e educação pública e de qualidade. "É preciso manter a união do movimento e lutar por uma educação pública e que garanta dignidade aos professores e servidores, além da destinação de 10% do PIB para garantir a sua qualidade", destacou Edmilson. 

Entidades representativas dos professores, funcionários e estudantes da Universidade Federal do Pará UFPA) estiveram presentes na sessão especial e ressaltaram a força do movimento. De acordo com a Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa) um total de 55 das 59 universidades públicas do país aderiram à greve. Os grevistas destacam que esta é maior greve já realizada nas IFES, não só pela grande adesão nacional, mas principalmente pela união entre professores, servidores e estudantes na luta por educação púbica de qualidade.

A interlocução com o governo acerca da pauta de reivindicações da categoria, tendo como eixo principal a reestruturação da carreira, teve início em 2010. Apesar das constantes iniciativas do Sindicato Nacional no processo de negociação, o governo se mostrou irredutível em suas proposições. Em agosto de 2011 foi assinado um acordo de caráter emergencial, que estabeleceu a partir de março de 2012: incorporação de gratificações da categoria ao vencimento-base e correção de 4% e GT carreira com prazo final em março de 2012.

Ocorre que o prazo foi descumprido pelo governo e a correção da tabela salarial se deu, temporariamente, por meio da Medida Provisória (568/12), editada depois de seguidos dias de paralisação em protesto e da decisão de início da greve, com claro objetivo de frear o movimento. Mas, contrariando a expectativa daqueles que insistem em desmobilizar a categoria docente com promessas de negociação que não se efetivam, os professores intensificaram a mobilização e estão fazendo um movimento forte, que não está tendo a visibilidade adequada por parte da mídia local e nacional.

Os professores criticaram muito a ausência dos demais deputados estaduais na sessão especial que discutiu a precariedade na Educação do Estado e país. O movimento também declarou repúdio à ausência do reitor da UFPA e de algum representante do IFPA. Os grevistas prometeram preparar uma moção de repúdio pelas ausências e o que classificaram como "descaso com a educação". Na ocasião, os docentes agradeceram a iniciativa e empenho do deputado Edmilson Rodrigues com a causa da Educação.


Assessoria de imprensa